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Introdução CATARATA A visão é um dos mais importantes sentidos dos quais dispomos para interagirmos com o mundo à nossa volta. Para seu bom desempenho é indispensável que os olhos estejam funcionando perfeitamente. Assim sendo, alguns cuidados básicos devem ser tomados a fim de garantir a boa saúde ocular. O que é? CIRURGIA LESÃO OCULAR A catarata é a diminuição da transparência do cristalino. O cristalino é uma lente localizada dentro do olho humano importante na focalização das imagens captadas pela retina. Com a opacificação desta lente, as imagens captadas pelo olho perdem sua nitidez e qualidade. Prevenção CATARATA Até hoje não se conhecem quaisquer medidas eficazes para prevenir o surgimento de catarata. Alguns hábitos de vida como o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, podem estar relacionados com uma maior incidência da catarata. Certos tipos de medicamentos e colírios também podem induzir o aparecimento da doença. Causas CATARATA A catarata pode ser resultante de problemas genéticos, metabólicos, nutricionais e agressões ambientais como a exposição excessiva à luz solar. Pode ser secundária a outras doenças oculares e sistêmicas, porém o fator de risco mais relevante é a idade. Tipos LESAO OCULAR Senil: É o tipo de catarata mais comum, seu surgimento está relacionado ao avanço da idade. Aproximadamente aos 60 anos, a probabilidade de desenvolver a doença aumenta significativamente. Congênita: É aquela que se manifesta na infância, podendo surgir do nascimento até os 10 anos de idade. Traumática: Relacionada a lesões oculares (sejam elas perfurantes ou não). Secundária: Aparece em decorrência de outras doenças sistêmicas (por exemplo, a diabetes) e oculares (por exemplo, o glaucoma), e ao uso de alguns medicamentos, sejam eles usados em forma de colírios ou via oral. Destacam-se aqui os corticóides, que sabidamente podem induzir o surgimento de catarata e também aumentar a pressão intra-ocular. Sintomas RETIRADA DE NUVENS Em seu estágio inicial, a catarata pode causar uma perda discreta da qualidade visual, alterando a visão das cores, que se apresentam mais desbotadas. Outro sintoma comum é a diminuição da acuidade visual noturna, às vezes com certo ofuscamento na presença de focos intensos de luz, como faróis de automóveis. À medida que a catarata avança, a visão vai ficando progressivamente mais turva e embaçada, prejudicando as atividades mais comuns tais como a leitura, o caminhar ou até assistir TV. Nos casos extremos, a queixa óbvia é a perda da visão útil. Não são raros os casos de pacientes mais idosos que sofrem quedas e fraturas sérias devido à visão prejudicada pela catarata. Catarata na infância LESÃO OCULAR A criança está sujeita basicamente à ocorrência de dois tipos de catarata distintos: o primeiro é a catarata congênita, ou seja, aquela que se manifesta ao nascimento do bebê. Seu principal sintoma é a pupila (comumente chamada de menina dos olhos) branca. O tratamento deste tipo de catarata deve ser imediato, de acordo com a gravidade do caso. Assim sendo, é importante um exame oftalmológico sumário de todos os recém-nascidos. As cataratas congênitas podem ocorrer isoladamente ou associadas a outras alterações dos recém-nascidos. Alguns dos problemas mais comumente associados são a surdez e o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. É importante observar o comportamento e o crescimento das crianças para detectar tais problemas o mais precocemente possível. O segundo tipo de catarata comum nas crianças é aquela provocada por traumas perfurantes produzidos por tesouras, lápis, canetas e outros objetos pontiagudos. Daí a importância de se selecionar atentamente os brinquedos das crianças, mantendo constante vigilância às suas atividades. Tratamento CIRURGIA DE CATARATA O atual tratamento da catarata é eminentemente cirúrgico. Não existem quaisquer colírios, óculos e medicamentos cientificamente comprovados que curem ou previnam seu aparecimento. A técnica cirúrgica mais usada atualmente é a facoemulsificação, na qual se obtêm resultados melhores e mais rápidos. Esta técnica utiliza um aparelho sofisticado chamado facoemulsificador. Faz parte dele um tipo de "caneta" que emite ondas ultrassônicas, que são capazes de triturar o cristalino com catarata. Depois de triturado, os fragmentos cristalinianos assim formados são aspirados através da pequena abertura pela qual a extremidade da "caneta" foi introduzida dentro do olho. A catarata é removida e em seu lugar é implantada uma lente artificial, chamada lente intra-ocular, que substituirá o cristalino, permitindo a adequada focalização das imagens captadas pelo olho. Esta cirurgia é habitualmente rápida e indolor, com pequenas incisões que dispensam os "pontos" ou suturas. A anestesia utilizada pode ser uma infiltração local ou até mesmo gotas de colírio anestésico. Na grande maioria dos casos, a recuperação da visão ocorre logo nas primeiras 24 horas e o resultado é facilmente percebido. Outra técnica cirúrgica menos usada atualmente é a chamada extra-capsular. Nela, o cristalino com catarata é retirado por inteiro do olho, sem que o mesmo seja previamente fragmentado. Assim sendo, a incisão é bem maior, tornando necessário o uso de "pontos" ou suturas. Também aqui é implantada a lente intra-ocular, porém a recuperação visual é mais lenta e a reação inflamatória induzida pela cirurgia é mais intensa. 1. Quando operar? 2. Pré-operatório: No pré-operatório os pacientes devem manter os medicamentos de uso contínuo, sempre comunicando o fato ao oftalmologista e/ou anestesista. Alguns colírios devem ser utilizados antes da cirurgia e é importante seguir corretamente a prescrição pós-operatória indicada pelo cirurgião. Com relação à alimentação, aconselha-se jejum de alimentos sólidos por pelo menos quatro horas antes da cirurgia, mas esta conduta pode variar de caso a caso. 3. Pós-operatório: 4. Cuidados especiais: Todos os medicamentos tomados pelo paciente devem ser informados previamente à equipe cirúrgica. Alguns médicos sugerem a suspensão do uso de anticoagulantes, tais como a Aspirina, AAS e Melhoral Infantil até 10 dias antes da cirurgia, mas esta conduta não é consenso geral. Pacientes portadores de diabetes devem ter monitoração de seus níveis glicêmicos (glicose), pois estes interferem significativamente no metabolismo, podendo prejudicar a cicatrização. Outros casos especiais devem ser considerados, analisando-se cada situação detalhadamente com o auxílio do médico especialista em questão. Um exemplo é a catarata infantil ou congênita onde o preparo, a anestesia e a cirurgia em si, bem como o uso ou não da lente intra-ocular, serão abordados de acordo com a idade, acuidade visual, tipo de catarata, presença de outra alteração concomitante e estado geral da criança portadora da catarata. 5. Lente intra-ocular: Existem atualmente lentes compostas de materiais flexíveis e dobráveis, que permitem sua colocação através de incisões inferiores a 3 mm de largura. Tais materiais aumentaram também sua biocompatibilidade, ou seja, têm baixo potencial de provocar reações inflamatórias. Essa boa biocompatibilidade também é responsável pela diminuição de possíveis complicações pós-operatórias como a catarata secundária e o deslocamento da lente. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada. Evidentemente não se pode generalizar; cada situação cirúrgica deve ser analisada em particular, sendo então indicada a melhor lente para cada caso. Orientação geral DOENÇA DE RETINA O olho, como qualquer outro órgão do corpo humano, apresenta com o passar do tempo algumas alterações peculiares. Somente um profissional capacitado poderá conduzi-las de modo a reduzir seu impacto na qualidade de vida do ser humano na terceira idade. Vista cansada LESÃO RETINA Alguns indivíduos acreditam que o primeiro sinal da chegada da terceira idade é a famosa "vista cansada". A progressiva dependência dos óculos para tarefas que exigem boa visão para perto se tornou um incômodo na vida do homem moderno. A busca de soluções para este problema tem impulsionado a ciência e a tecnologia a patamares nunca antes alcançados. Alguns casos, principalmente de pacientes também portadores de catarata, já podem ser tratados com as lentes intra-oculares. Outro tratamento que visa melhorar a vista cansada é a aplicação de radiofreqüência (também conhecida como Ceratoplastia Condutiva - CK), cujos resultados carecem de comprovada durabilidade a longo prazo. Alterações na pálpebra RETIRADA DE NUVENS Com a idade, a expressão facial aparenta cansaço, as pálpebras perdem sua elasticidade e tônus, tornando-se mais flácidas e caídas. Estas modificações naturais podem prejudicar a visão, sendo possível suavizá-las com o uso de cremes e hidratantes. Os casos mais avançados são passíveis de tratamento através de cirurgia plástica ocular e/ou tratamentos a laser. Olho seco CATARATA CIRURGIA A lágrima é essencial para manter as superfícies oculares limpas e úmidas, garantindo à córnea a transparência indispensável à visão. As alterações lacrimais podem ser quantitativas ou qualitativas. Alterações quantitativas significam diminuição do volume de lágrima produzido, resultando em um quadro denominado olho seco. As alterações qualitativas dizem respeito à alteração de equilíbrio entre os elementos que constituem a lágrima. Este quadro também é denominado olho seco, porém seu portador pode até apresentar lacrimejamento excessivo, queixando-se de "olho sempre molhado e úmido". Cada tipo de alteração exige uma abordagem diferente em relação ao tratamento e o oftalmologista é o responsável pela adequada condução do mesmo. Pressão intra-ocular Sabe-se da anatomia do olho que, na sua porção mais anterior, circula um líquido denominado humor aquoso. Em sua parte posterior, existe uma outra substância de consistência mais firme e gelatinosa chamada humor vítreo ou simplesmente vítreo, que está em íntimo contato com a retina. O humor aquoso está em constante renovação, sendo produzido e escoado de forma contínua, enquanto o vítreo não se refaz periodicamente, seu volume é relativamente constante durante toda a vida. Assim sendo, se houver uma restrição à saída do humor aquoso de dentro do olho, a pressão interna aumenta, podendo levar ao quadro conhecido como glaucoma. Esta dificuldade de drenagem do humor aquoso é mais comum na terceira idade e talvez seja um fator geneticamente determinado. Daí a importância de se monitorar a pressão ocular periodicamente, através de exame oftalmológico rotineiro. Degeneração macular Outra alteração ocular que diz respeito ao tempo é a chamada degeneração macular relacionada à idade (usa-se mais a sigla DMRI), problema este que afeta a retina na sua porção mais nobre, denominada mácula. A mácula é a região mais importante da retina, sendo responsável pela captação das imagens ali focalizadas pelas "lentes" do olho (basicamente a córnea e o cristalino). É a mácula que nos faz enxergar o mundo à nossa volta. Ela pode sofrer um desgaste mais intenso do que o esperado, situação em que ocorre a DMRI. Este problema tem sido alvo de inúmeras pesquisas, pois ainda não existe um tratamento preventivo ou curativo uniforme para todas as formas de DMRI. Além disso, trata-se de uma alteração que pode levar a perda visual irreversível. Acredita-se que algumas vitaminas podem reduzir ou retardar seu aparecimento, mas este conceito não é unanimemente aceito. Tratamentos a laser também têm se mostrado promissores em alguns tipos de DMRI, mas seu custo e eficácia ainda inviabilizam a aplicação em larga escala. Pterígio Pterígio é uma alteração ocular muito comum em países de clima quente como o nosso e é freqüentemente confundido com a catarata. Ele não se restringe à terceira idade, afetando também pessoas mais jovens, sendo relacionado a fatores genéticos e hereditários. A exposição excessiva à luz solar pode favorecer o desenvolvimento do problema. O pterígio normalmente traz sintomas como olho vermelho, irritação ocular e fotofobia (intolerância à claridade). Ele se apresenta como uma elevação ou saliência na conjuntiva ocular, de coloração rosada ou esbranquiçada. É bom esclarecer que este problema em nada se parece com a catarata, pois sua localização é na superfície ocular e, na grande maioria dos casos, não acarreta baixa de visão. Seu tratamento inicial visa aliviar os sintomas com o uso de colírios e em alguns casos, a abordagem cirúrgica é mais apropriada. Higiene Devemos manter os olhos sempre limpos, livres de quaisquer secreções ou substâncias potencialmente irritantes. Em caso de contato com líquidos ou vapores que possam causar danos oculares, é prudente lavá-los imediatamente. A melhor substância para esta higiene é o soro fisiológico estéril; ele é encontrado em qualquer farmácia e sua composição se assemelha grosseiramente à lágrima. Além disso, por se tratar de uma substância estéril, o risco de contaminação ocular por fungos ou bactérias se reduz enormemente. Nos casos em que o soro não esteja disponível, sugerimos a limpeza abundante dos olhos com água filtrada e fervida. Ao pingar colírios nos olhos é importante faze-lo de maneira adequada, evitando a absorção de quaisquer substâncias contidas na pele. Deve-se puxar a pálpebra inferior para baixo, expondo a conjuntiva (pequena área interna avermelhada da pálpebra). Olhando para cima, a gota do colírio deve ser depositada nesta pequena cavidade. Proteção A proteção dos olhos contra traumatismos físicos e químicos se faz imperativa em determinadas situações de risco. É sabido que os raios ultravioleta do sol (UVA e UVB) são prejudiciais à visão, inclusive sendo apontados como potenciais agentes causadores da catarata. Sempre que estivermos expostos ao sol por períodos prolongados, seja ao freqüentar um clube ou praia, seja ao trabalhar ao ar livre, é prudente o uso de óculos com filtros protetores contra os raios ultravioletas. O oftalmologista dispõe de instrumentos que podem aferir a qualidade das lentes presentes nos óculos escuros, a fim de garantir a adequada proteção. Alimentação Outro cuidado importante com os olhos diz respeito à alimentação. A crendice popular aconselha a ingestão de alguns vegetais (como a cenoura e o feijão) que seriam ricos em substâncias indispensáveis à visão, tais com as vitaminas A e E. Não há comprovação científica para tal. Uma dieta balanceada e rica em vitaminas e sais minerais essenciais é aconselhável para o bom funcionamento do organismo como um todo e não somente dos olhos. Existem algumas pesquisas que apontam a vitamina C (ou ácido ascórbico) como um importante fator antioxidante, possivelmente retardando o surgimento de alguns problemas oculares, inclusive a catarata. Tal fato ainda carece de aceitação unânime, porque sua comprovação através de estudos é bastante difícil, exigindo pesquisas científicas de longa duração e o controle simultâneo de muitas variáveis de difícil manejo. Voltar à versão original retirada de nuvens cirurgia de catarata lesão ocular dignóstico ocular lesao |